Sobre o História com Mídias

Saiba mais sobre a proposta do História com Mídias e aproveite ao máximo o que ele tem a oferecer.

Resumos

Aprenda História de uma maneira mais interessante, lendo nossos resumos e utilizando as diversas mídias oferecidas pelo blog.

Jogos

Conheça e jogue os diversos jogos educativos selecionados pelo História com Mídias para você.

Vestibulares

Prepare-se para os vestibulares resolvendo questões selecionadas pelo História com Mídias. Todas as questões possuem um gabarito comentado no final.

Livro

Trabalho Docente e Condições de Uso das Tecnologias Educacionais

Multimídia

Acesse vários infográficos e animações selecionados pelo História com Mídias.

Sugestões de Filmes

Conheça os filmes indicados pelo História com Mídias.

Fórum

Compartilhe seus conhecimentos nos fóruns de discussão.

domingo, 10 de novembro de 2013

Era dos Extremos

Autor: Eric Hobsbawm
Editora: Companhia das Letras




O brilhante historiador Eric Hobsbawm, descreve o século XX de forma fascinante, abordando-o como a era dos extremos, ou breve século XX.
“Hobsbawm vê o século marcado por duas grandes eras, a da catástrofe (de 1914 a 1948) e a de ouro (de 1949 a 1973).”
As duas guerras mundiais, a crise do capitalismo de 1929, a Guerra Fria, entre outros acontecimentos do século XX são analisados nesta obra indispensável para os leitores que desejam compreender o século passado.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Império Bizantino

 O Império Bizantino - Parte I





O Império Bizantino - Parte II



Fórum

Qual é a teoria que mais se adapta à sua forma de pensar: a teoria evolucionista ou a teoria criacionista?

Fórum

Qual foi o melhor documentário relacionado à disciplina de História que você já assistiu?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

UFU - 2011



1. (Ufu 2011)  Sobre os quilombos no Brasil colonial, é correto afirmar que:
a) formaram-se quilombos em várias regiões do Brasil, havendo o convívio entre populações escravas africanas e indígenas, tendo como principal exemplo o Quilombo dos Palmares, no atual estado de Alagoas.   
b) os quilombolas dependiam da permissão dos senhores das propriedades próximas para transitar pelas cidades circunvizinhas, bem como para comercializar os produtos de suas terras.   
c) todos os quilombos possuíam um exército próprio, de modo a proteger suas terras contra o avanço de inimigos, assim como uma complexa organização social.   
d) as maiores populações quilombolas no Brasil formaram-se nas regiões de maior produção monocultora de exportação, como os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.   
  
2. (Ufu 2011)  Sobre o governo de João Goulart (1963-1964), é correto afirmar:
a) Goulart procurou implementar todas as reformas de base, como a reforma agrária, a reforma urbana e a maior intervenção do Estado na economia, sendo impedido pelo golpe militar de 1964.   
b) Goulart realizou acordos multilaterais com países europeus e os Estados Unidos para a criação de filiais das principais empresas automobilísticas do mundo.   
c) Goulart tinha amplo apoio do empresariado nacional, pois possuía ideias arrojadas para a época, como fazer as reformas de base, que aumentariam os lucros das empresas sediadas no Brasil.   
d) A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, realizada em 1964, foi uma manifestação de homenagem a João Goulart em defesa de seu governo e contra as ameaças dos militares.   
  
3. (Ufu 2011)  Da forma pela qual a fabricação de alfinetes é hoje executada, um operário desenrola o arame, outro o endireita, um terceiro corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete e assim por diante. Dessa forma, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente dezoito operações distintas. Trabalhando desta maneira, dez pessoas conseguiam produzir entre elas mais de quarenta e oito mil alfinetes por dia. Assim, pode-se considerar que cada uma produzia 4.800 alfinetes diariamente. Se, porém, tivessem trabalhado independentemente um do outro, sem que nenhum tivesse sido treinado para este ramo de atividade, certamente cada um deles não teria conseguido fabricar vinte alfinetes por dia, e talvez nem mesmo um.
SMITH, Adam. A riqueza das nações. São Paulo: Abril Cultural,1996, p. 65.

Sobre a divisão do trabalho instituída a partir da Revolução Industrial e seus desdobramentos, é correto afirmar que:
a) o toyotismo é uma forma de gerenciamento de estoque das indústrias, que proporcionou melhores meios de lidar com o meio ambiente e o controle de matérias-primas.   
b) o fordismo é uma forma de gerenciamento científico que serviu para os trabalhadores exercitarem suas melhores habilidades em atividades específicas.   
c) a redução da exigência do desenvolvimento das habilidades do trabalhador teve impacto sobre o processo produtivo e restringiu o conhecimento integral do trabalhador sobre seu ofício.   
d) a especialização do trabalhador obrigou que somente homens, bem treinados e com instrução sólida, fossem absorvidos pelas vagas de trabalho geradas com o processo de industrialização.   
  
4. (Ufu 2011)  Observe a imagem e leia o texto abaixo.


[...] Podemos dizer sem exagero que no Renascimento a humanidade começou a se libertar das condições que lhe eram impostas pela natureza. O homem deixou de ser apenas uma parte da natureza. A natureza passou a ser algo que se podia usar e explorar. ‘Saber é poder’, dizia o filósofo inglês Francis Bacon, sublinhando com isto a aplicação prática do conhecimento.
E isto era uma coisa nova.



GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Sobre o movimento renascentista, assinale a alternativa incorreta.
a) O Renascimento significou uma importante mudança na forma de expressão cultural e na relação do homem com a natureza.   
b) O movimento renascentista estudou o homem e a natureza, fundamentado no espírito crítico e na razão.   
c) O racionalismo renascentista resgatou o princípio da autoridade da ciência teológica e a concepção teocêntrica de mundo.   
d) O antropocentrismo valorizava o homem, difundindo a confiança nas potencialidades humanas e contrapondo-se ao teocentrismo.   
  
5. (Ufu 2011)  Leia atentamente o texto a seguir.

            O imperialismo não acabou, não virou de repente “passado” ao se iniciar, com a descolonização, a desmontagem dos impérios clássicos. Toda uma herança de vínculos ainda liga países como Argélia e Índia à França e Inglaterra, respectivamente. Um novo e imenso continente de mulçumanos, africanos e centro-americanos dos antigos territórios coloniais agora reside na Europa metropolitana; mesmo a Itália, Alemanha e Escandinávia têm, hoje, de enfrentar esses movimentos populacionais, que em larga medida resultam do imperialismo e da descolonização, bem como da expansão da população europeia. Ademais, o fim da Guerra Fria e da União Soviética alterou definitivamente o mapa mundial.
SAID, Edward W. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 349.

Sobre o processo de descolonização, marque a alternativa correta.
a) O processo de descolonização se deu de forma pacífica e de modo homogêneo a partir da queda da União Soviética, reconhecendo-se a soberania política de inúmeros povos.   
b) O processo de descolonização afro-asiática possibilitou a independência política dos Estados, dando início ao que se denominou neocolonialismo, tendo sido mantidas a dependência e os vínculos econômicos.   
c) A descolonização na África e na Ásia significou a oportunidade de os povos se colocarem em movimento, uma vez que sua soberania havia sido reconhecida e sua cultura respeitada.   
d) Os processos de descolonização ocorreram com o fim da Guerra Fria, pois foi necessário que os membros dos dois antigos blocos negociassem a independência com suas colônias.   
  
6. (Ufu 2011)  Sobre as características da propaganda nazista, assinale a alternativa correta.
a) A ascensão de Hitler se deu pela natureza científica de suas afirmações, sendo a propaganda e o terror utilizados apenas quando se tratava da oposição política.   
b) A propaganda utiliza fundamentos dissociados da cultura e das disposições sociais da população, por esta razão usa de insinuações indiretas, veladas.   
c) O terror e a propaganda tiveram semelhante grau de importância no estabelecimento da ideologia nazista, ao mostrar à população os benefícios de quem a ela aderisse e o horror destinado aos inimigos.   
d) A ameaça, a efetiva violência, o uso político da ciência e a propaganda alinhada aos princípios culturais de um povo nunca foram usados como estratégia de doutrinação das massas.   
  
7. (Ufu 2011)  Tirinha publicada no Dia dos Veteranos norte-americano









No quadrinho, uma aranha diz para o Garfield: “Se você me esmagar, eu ficarei famoso”. A aranha continua: “Eles irão criar um dia anual de celebração em minha honra”. No terceiro quadrinho, uma “aranha professora” pergunta, diante da sala de aula: “Alguém aqui sabe por que nós celebramos o ‘dia nacional da estupidez’”?
A celebração do Dia dos Veteranos ocorre em 11 de novembro e marca o aniversário do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Trata-se de feriado nacional nos EUA.
Disponível em: <www.entretenimento.uol.com.br>. Acesso em 13/11/2010.

Assinale a alternativa incorreta.
a) A tirinha mostra a existência do consenso nacional em torno da defesa das minorias sociais.   
b) O autor deixa a entender que considera estúpida a celebração do Dia dos Veteranos.   
c) A tirinha satiriza a onda do politicamente correto na sociedade norte-americana.   
d) O autor concede à escola o lugar de transmissão dos valores nacionais norte-americanos.   
  
8. (Ufu 2011)  Em 1876, depois de alguns anos de rebeliões populares, resistência regional à consolidação do governo central e lutas internas entre as elites liberais, Porfírio Díaz chegou ao poder e governou a frágil nação até 1910. Díaz tinha originalmente construído sua reputação como homem do povo, especificamente como líder militar de uma aliança popular que tinha combatido e derrotado os invasores europeus. Entretanto, ele cada vez mais se imaginava um Bismarck ou Napoleão do Novo Mundo, decidido a restaurar a ordem e a estabilidade no México e buscar a modernidade e o desenvolvimento econômico através do autoritarismo.
GERSTLE, Gary. “Raça e Nação nos Estados Unidos, México e Cuba, 1880-1940”. In. PAMPLONA, Marco A. e DOYLE, Don H (orgs.). Nacionalismo no novo mundo; a formação de Estados-Nação no século XIX. Rio de Janeiro: Record, 2008.

A respeito do projeto de modernização do México, idealizado por Porfírio Díaz e seus conselheiros científicos, marque a alternativa incorreta.
a) Alguns membros da elite porfiriana defendiam que a nação mexicana precisava incorporar de algum modo as massas indígenas, e ressuscitaram, assim, uma narrativa nacionalista sobre os astecas.   
b) O ideal de embranquecimento da população estava presente nas preocupações dos conselheiros, que atrelavam a ideia de vigor nacional à necessidade de uma população predominantemente branca.   
c) O Estado porfiriano integrou as populações indígenas com o intuito de embranquecê-las a partir de políticas de incorporação que atendiam às reivindicações políticas das tribos.   
d) Contingentes cada vez maiores de índios e mestiços deixavam áreas rurais isoladas em direção às regiões comerciais, industriais e de mineração, atraídos pelo projeto de modernização econômica.   
  
9. (Ufu 2011)  Observe atentamente a imagem, os vários elementos que a compõem e a forma de composição.



A obra Lienzo de Tlaxcala, pintada entre 1550 e 1564, possui a medida de 7 por 2,5 metros, sendo dividida em 87 quadros e ilustra e exalta a colaboração tlaxcalteca à invasão espanhola. Expressa, portanto, a versão tlaxcalteca dos acontecimentos. Tlaxcala era um Estado poderoso, situado entre as terras quentes do golfo e o vale do México, que decidiu apoiar as expedições de Cortés, depois de tê-la combatido.

Sobre a obra Lienzo de Tlaxcala, é correto afirmar que:
a) pertence tanto à tradição autóctone – ausência de perspectiva, representação dos índios de perfil – quanto adota elementos do estilo ocidental – marcas de ferraduras que sinalizam os deslocamentos dos cavaleiros espanhóis, título que serve como legenda.   
b) evidencia a autenticidade da arte tlaxcalteca frente à ofensiva espanhola, mantendo a percepção e linguagem autóctone intactas, uma vez que o Ocidente não está representado na imagem.   
c) evidencia o baixo grau de desenvolvimento da arte nas sociedades pré-colombianas se comparada à arte europeia, que conhecia a perspectiva em profundidade e técnicas bem mais avançadas de representação da vida nas obras dos artistas do Renascimento.   
d) ilustra a imagem dos tlaxcaltecas como vencidos pelo domínio espanhol, a adoção de uma posição de subordinação humilhante, e a legitimação da sua traição à resistência dos povos indígenas contra o domínio espanhol no Novo Mundo.   
  
10. (Ufu 2011)  [...] devia ser um ponto capital para o historiador reflexivo mostrar como no desenvolvimento sucessivo do Brasil se acham estabelecidas as condições para o aperfeiçoamento de três raças humanas [...].

MARTIUS, Carl F. Ph. von. “Como se deve escrever a História do Brasil”. In: _____. O estado de direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1982. p. 89.

Considerando o texto, escrito por von Martius e publicado em 1845 pela Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, assinale a alternativa correta.
a) O autor demonstra que o branco português não obteve participação tão significativa na formação histórica do Brasil quanto o africano ou o indígena.   
b) O autor procura, em uma perspectiva evolutiva da humanidade, demonstrar que a história do Brasil é o resultado do cruzamento gradativo entre brancos, indígenas e africanos.   
c) O aperfeiçoamento das três raças no Brasil é resultado de um conjunto de políticas de branqueamento populacional, ao mesmo tempo em que se extinguem as populações africanas e indígenas.   
d) O branco teria que aprender a cultura e a língua do indígena para sobreviver no Brasil, assim como deveria aprender a cultura do trabalho com o africano para desenvolver-se economicamente.   
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:
 [A]

A resposta é a única possível, apesar de pequeno erro ao mencionar “populações escravas africanas”, pois o quilombo se constitui justamente daqueles que fogem da escravidão. No entanto, considera-se que a proposta era destacar o convívio de setores marginalizados, os africanos, ex-escravos foragidos com indígenas em situação similar. Vale lembrar que, apesar de minoritária, houve escravidão nos quilombos, mesmo de pessoas de mesma situação ou origem étnica.  

Resposta da questão 2:
 [A]

As “Reformas de Base” formam o principal eixo de desenvolvimento do governo João Goulart. Era um projeto de forte conteúdo social e populista, que procurava atrair os setores populares para o lado do governo, mas contou com forte oposição das elites, urbana e agrária, da Igreja católica e da classe média.  

Resposta da questão 3:
 [C]

O texto retrata o processo de especialização do trabalho, que retira do trabalhador o conhecimento sobre a elaboração completa de um produto. Até antes da Revolução Industrial, do final do século XVIII, os artesãos produtores eram aqueles que conheciam e realizavam todas as etapas da produção e, portanto, controlavam a produção. A partir da industrialização, a especialização tira do trabalhador o controle sobre a elaboração do produto, que passa a ser controlado pelo burguês ao empregar alguns especialistas.  

Resposta da questão 4:
 [C]

O Renascimento Cultural, do início da Idade Moderna, retomou os valores da cultura clássica. Valorizou o homem, o individualismo e a razão, em detrimento das concepções teológicas e dogmáticas predominantes na Idade Média.  

Resposta da questão 5:
 [B]

Não há resposta correta.
O gabarito oficial, que aponta a alternativa “B”, esta equivocado e é contraditório com o enunciado. O enunciado afirma tacitamente “sobre a DESCOLONIZAÇÃO” e a alternativa apresentada como correta diz que deu início “ao que se denominou NEOCOLONIALISMO”. O processo de descolonização é o desfecho do neocolonialismo iniciado no século XIX.
As demais ideias da alternativa “B” estão corretas: os Estados se tornaram independentes politicamente e se mantiveram dependentes economicamente.  

Resposta da questão 6:
 [C]

A propaganda foi uma das principais armas utilizadas pelos nazistas para ascender ao poder. Nos anos que antecederam a tomada do poder, elementos como o nacionalismo, o militarismo e o anti-semitismo foram explorados explicitamente, assim como a perseguição aos inimigos, notadamente os grupos de esquerda, o movimento sindical e os judeus.  

Resposta da questão 7:
 [A]

Questão de interpretação: a tirinha trata de uma minoria, a dos veteranos, porém entendida pela maioria da sociedade como setor a ser valorizado, aqueles que combateram pela pátria em uma guerra.  

Resposta da questão 8:
 [C]  

Resposta da questão 9:
 [A]

Resposta obtida a partir da interpretação básica da tela, do enunciado e de alguns conhecimentos históricos sobre a chegada dos espanhóis à região do México. Considera-se “autóctone” o povo oriundo daquela região, neste caso os tlaxcalteca. Sabe-se ainda que diversos povos, inimigos dos astecas, apoiaram os espanhóis na invasão.  

Resposta da questão 10:
 [B]

A questão das raças ganhou grande destaque no século XIX, época dos estudos de Darwin e da Teoria da Evolução das Espécies. A visão do autor parte do pressuposto de que é possível desenvolver um processo de integração e aperfeiçoamento, envolvendo brancos, negros e índios, numa época em que, no Brasil, havia a preocupação com o “branqueamento” da sociedade.  

UFU- 2010



1. (Ufu 2010)  Os historiadores são quase unânimes em reconhecer que a atividade mineradora do século XVIII resultou numa forma específica de colonização que a diferenciava do resto do Brasil.
(FARIA, Sheila de Castro. Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000, p. 397).

Considere o contexto histórico da América portuguesa, no que se refere à sociedade e à economia colonial do século XVIII, e diferencie esta forma de colonização daquela realizada no Nordeste açucareiro, dos séculos XVI e XVII. 


  
2. (Ufu 2010)  […] anarquismo era uma forma política de pressionar diretamente os dominadores através da utilização de conversas, debates, boicotes, sabotagens, denúncias, greves e levantes, numa escala de intensidade variável que não perdia de vista a abolição da autoridade e da exploração.
[…] Em sentido estrito, anarquismo era a organização livre e espontânea dos trabalhadores em associações, já que só assim o instrumento organizacional escaparia da armadilha e da autoridade, para converter-se em alavanca da liberdade.
GOMES, Ângela de Castro. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1994, p. 75.

Relacione a organização do anarco-sindicalismo na Primeira Republica ao ideário de ordem e progresso vigente no Brasil. 



  
3. (Ufu 2010)  Papel + Estilete + Spray = Stencil


Não penso, não existo, só assisto.
22/12/08

Depois de um bom tempo sem interferir nas ruas, resolvi voltar à ativa para não perder o prazeroso costume.
E essa época é muito boa para fazer ações nas ruas, já que grande parte da sociedade está toda se espremendo nos shoppings, e o comércio chamado natal rendendo muito para as grandes empresas. É o consumo lhe consumindo.
O stencil acima é baseado no raciocínio do filósofo francês René Descartes para criticar o “grande irmão” e a TV de um modo geral.

Abraços aos amigos!
www.fotolog.com.br/gagostencil/29512656 com acesso em 18/12/2009.

Relacione a manifestação cultural acima ao processo de globalização da economia e da informação no final do século XX e início do século XXI. 



  
4. (Ufu 2010)  José Bernardo de Monteagudo, nome emblemático do movimento de independência da América Espanhola, escreveu em 1823:

[...] as mútuas relações que existem entre as várias classes que formam a sociedade do Peru tocam no máximo da contradição com os princípios democráticos. A diversidade de condições e variedades de castas, a forte aversão que umas professam pelas outras, o caráter diametralmente oposto de cada uma delas, enfim, a diferença nas ideias, nos usos, nos costumes, nas necessidades e nos meios de satisfazê-las apresentam um quadro de antipatias que ameaçam a existência social, se um governo sábio e vigoroso não for capaz de prever seu influxo.
MONTEAGUDO, J. B. Apud PRADO, Maria Ligia Coelho. Esperança Radical e desencanto conservador na independência da América Espanhola. In. História. São Paulo, 22 (2):15-34, 2003. p. 30.

Relacione a ideia de governo presente na fala de José Bernardo de Monteagudo a um dos projetos de Estado vigentes na América Latina no início do século XIX.







 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:
 Na sociedade açucareira, o braço forte do processo da sociedade colonial estava no elemento escravocrata; já na sociedade mineradora, pela especificidade da organização econômica, houve a inserção de atividades intermediárias que inseriram o escravo numa condição antagônica, ou seja, o escravo passou a ser visto em atividades urbanas, diferente das atividades rurais predominante na sociedade açucareira. Em virtude dessa condição, a economia açucareira estava voltada para o mercado externo; em contrapartida, na economia mineradora, pela questão do processo de desenvolvimento interno, houve alteração ocorrida pelo deslocamento demográfico para a região Centro-Sul.  

Resposta da questão 2:
 A ideologia do anarco-sindicalismo implantada no Brasil durante a República Velha visava à substituição do Estado Burguês por uma forma de cooperação entre indivíduos livres. Os adeptos dessa ideologia vislumbravam uma sociedade marcada pela ordem e pelo progresso, porém não como o positivismo pensava no início da República, que era uma forma capitalista de entender a economia.  

Resposta da questão 3:
 O stencil acima associa a influência que a TV Globo tem sobre os telespectadores no que tange à pressão pelo consumo e ao entendimento das informações veiculadas. Todo esse processo se dá dentro de uma lógica globalizante que rompe com as fronteiras do mercado, mas também manipula a sociedade e a usa como massa de manobra.  

Resposta da questão 4:
 José Bernardo de Monteagudo se refere ao regime republicano adotado no Peru após sua independência. Porém, ele fala de uma República marcada pela divergência de ideias entre os indivíduos, além do alto índice de desigualdade social, acarretados pelo estilo caudilhista de governo que marcou a América Latina no século XIX.