segunda-feira, 6 de maio de 2013

Origens da Inquisição



Em 1214, Dominic, bispo da cidade de Carcassonne, recebeu três casas de ricos cidadãos católicos de Toulouse, e nelas nasceu a Ordem dos Dominicanos.  No ano seguinte, no Quarto Concílio de Latrão, o Papa Inocêncio III endossou essa ordem religiosa, que colaborou para em 2016, com Honório III houvesse o seu estabelecimento.
          Em 2221, Dominic morreu em Bolonha. Ele deixou cerca de vinte casas dominicanas na França e Espanha. Os membros dessa ordem eram conhecidos pela pregação e pela agressividade no estudo teológico. Por ordem do Papa, empenharam-se na caça aos hereges. Praticavam a espionagem, denúncias e coleta geral de informações.
            Em 2333, um dos amigos de Dominic ascendeu ao trono de São Pedro como Papa Gregório IX. Foi ele quem culminou o processo da canonização do amigo. Ao mesmo tempo, 20 de abril de 1233, o novo pontífice emitiu uma bula que conferia aos dominicanos a tarefa de erradicar a heresia.
            Dois dias depois, o Papa emitiu uma segunda bula aos dominicanos, anunciando o estabelecimento de um tribunal permanente, a ser composto por irmãos dominicanos. Assim foi a Inquisição oficialmente inaugurada.
            Os inquisidores dominicanos receberam autoridade papal para prender suspeitos de heresia sem qualquer possibilidade de apelação. A tortura e execução tornaram-se também, práticas comuns.
            No século IX era proibido o derramamento de sangue. Os inquisidores tinham a dor física como um bem estar espiritual: usavam aparelhos que causavam o máximo de dor e o mínimo de sujeira; o instrumento supremo era o fogo.
            As penas que seriam cumpridas por um herege variavam muito, tendo entre elas: despir-se e ser açoitado; visitar 19 santuários por toda França e ser açoitado em cada um deles; ser queimado. Ocorrendo a morte do herege antes que se cumprisse a penitência, ele teria seus bens confiscados e sua morte era vista como uma sentença não suficientemente severa aos olhos de Deus.
          A princípio os inquisidores eram proibidos de ministrar eles mesmos tortura física, então eles atuavam como supervisores. Posteriormente, o Papa Inocêncio IV emitiu uma bula que os autorizava a realizarem-nas.
            O acusado era torturado até confessar, e sua confissão era transcrita para que depois ela fosse confirmada pelo próprio acusado, podendo ser verdadeira ou não. Em geral, a sentença de morte era o último recurso. Os inquisidores reconheciam que alguns hereges podiam ser zelosos em seu anseio pelo martírio rápido, e com isso as vítimas eram submetidas a provações mais prolongadas e aterrorizada.
          As execuções eram sempre realizadas nos feriados públicos para que mais pessoas assistissem. O acusado era amarrado em um poste acima de um monte de lenha seca, bem alta para ser visto por todos.
           O Tribunal do Santo Ofício perseguiu, julgou ou até mesmo condenou inúmeros artistas, intelectuais e cientistas entre os séculos XIII e XVI. Sua atuação deixou marcas na história, que serão melhor entendidas, ao serem analisadas em seu próprio contexto. 

Adelino Francklin

Referência:
BAIGEM, Michael. “Origens da Inquisição”, In: A inquisição, Rio de Janeiro: Imago, 2001.

Sugestão de link:

1- Adquira informações sobre o período da Reforma Religiosa e da Contrarreforma através de uma animação e alguns desafios. Clique aqui. 

0 comentários :

Postar um comentário