segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ENEM- 2011

1.  O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro,
chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.
CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.   
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.   
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.   
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.   
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.   
  
2.  Art. 92. São excluídos de votar nas Assembleias Paroquiais:

I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais não se compreendam os casados, e Oficiais militares que forem maiores de vinte e um anos, os Bacharéis Formados e Clérigos de Ordens Sacras.
IV. Os Religiosos, e quaisquer que vivam em Comunidade claustral.
V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos.
Constituição Política do Império do Brasil (1824). Disponível em: https://legislação.planalto.gov.br. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).

A legislação espelha os conflitos políticos e sociais do contexto histórico de sua formulação. A Constituição de 1824 regulamentou o direito de voto dos “cidadãos brasileiros” com o objetivo de garantir
a) o fim da inspiração liberal sobre a estrutura política brasileira.   
b) a ampliação do direito de voto para maioria dos brasileiros nascidos livres.   
c) a concentração de poderes na região produtora de café, o Sudeste brasileiro.   
d) o controle do poder político nas mãos dos grandes proprietários e comerciantes.   
e) a diminuição da interferência da Igreja Católica nas decisões político-administrativas.   
  
3. No clima das ideias que se seguiram à revolta de São Domingos, o descobrimento de planos para um levante armado dos artífices mulatos na Bahia, no ano de 1798, teve impacto muito especial; esses planos demonstravam aquilo que os brancos conscientes tinham já começado a compreender: as ideias de igualdade social estavam a propagar-se numa sociedade em que só um terço da população era de brancos e iriam inevitavelmente ser interpretados em termos raciais.
MAXWELL. K. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, M.N. (coord.)
O Império luso-brasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.

O temor do radicalismo da luta negra no Haiti e das propostas das lideranças populares da Conjuração Baiana (1798) levaram setores da elite colonial brasileira a novas posturas diante das reivindicações populares. No período da Independência, parte da elite participou ativamente do processo, no intuito de
a) instalar um partido nacional, sob sua liderança, garantindo participação controlada dos afro-brasileiros e inibindo novas rebeliões de negros.   
b) atender aos clamores apresentados no movimento baiano, de modo a inviabilizar novas rebeliões, garantindo o controle da situação.   
c) firmar alianças com as lideranças escravas, permitindo a promoção de mudanças exigidas pelo povo sem a profundidade proposta inicialmente.   
d) impedir que o povo conferisse ao movimento um teor libertário, o que terminaria por prejudicar seus interesses e seu projeto de nação.   
e) rebelar-se contra as representações metropolitanas, isolando politicamente o Príncipe Regente, instalando um governo conservador para controlar o povo.   
  
4. Em geral, os nossos tupinambás ficaram admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e pêros (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”
LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.

O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido
a) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.   
b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.   
c) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.   
d) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.   
e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.   
  
5. É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930.
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império. Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de
a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.   
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.   
c) criticar a política educacional adotada durante a República Velha.   
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.   
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.   
  
6. Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social
a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.   
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.   
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.   
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.   
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.   
  
7. Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.
FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).

A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.

TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).

Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:
a) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças.   
b) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período.   
c) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas.   
d) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias.   
e) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias.   
  
8. A consolidação do regime democrático no Brasil contra os extremismos da esquerda e da direita exige ação enérgica e permanente no sentido do aprimoramento das instituições políticas e da realização de reformas corajosas no terreno econômico, financeiro e social.
Mensagem programática da União Democrática Nacional (UDN) – 1957.

Os trabalhadores deverão exigir a constituição de um governo nacionalista e democrático, com participação dos trabalhadores para a realização das seguintes medidas: a) Reforma bancária progressista; b) Reforma agrária que extinga o latifúndio; c) Regulamentação da Lei de Remessas de Lucros. Manifesto do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) – 1962.
BONAVIDES, P; AMARAL, R. Textos políticos da história do Brasil. Brasília: Senado Federal, 2002.

Nos anos 1960 eram comuns as disputas pelo significado de termos usados no debate político, como democracia e reforma. Se, para os setores aglutinados em torno da UDN, as reformas deveriam assegurar o livre mercado, para aqueles organizados no CGT, elas deveriam resultar em
a) fim da intervenção estatal na economia.   
b) crescimento do setor de bens de consumo.   
c) controle do desenvolvimento industrial.   
d) atração de investimentos estrangeiros.   
e) limitação da propriedade privada.   
  
9. Em meio às turbulências vividas na primeira metade dos anos 1960, tinha-se a impressão de que as tendências de esquerda estavam se fortalecendo na área cultural. O Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE) encenava peças de teatro que faziam agitação e propaganda em favor da luta pelas reformas de base e satirizavam o “imperialismo” e seus “aliados internos”.
KONDER, L. História das Ideias Socialistas no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2003.

No início da década de 1960, enquanto vários setores da esquerda brasileira consideravam que o CPC da UNE era uma importante forma de conscientização das classes trabalhadoras, os setores conservadores e de direita (políticos vinculados à União Democrática Nacional - UDN -, Igreja Católica, grandes empresários etc.) entendiam que esta organização
a) constituía mais uma ameaça para a democracia brasileira, ao difundir a ideologia comunista.   
b) contribuía com a valorização da genuína cultura nacional, ao encenar peças de cunho popular.   
c) realizava uma tarefa que deveria ser exclusiva do Estado, ao pretender educar o povo por meio da cultura.   
d) prestava um serviço importante à sociedade brasileira, ao incentivar a participação política dos mais pobres.   
e) diminuía a força dos operários urbanos, ao substituir os sindicatos como instituição de pressão política sobre o governo.   
  
10.  Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre
a) fé e misticismo.   
b) ciência e arte.   
c) cultura e comércio.   
d) política e economia.   
e) astronomia e religião.   
  
11. Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvez de um profundo
sentimento de insegurança, estava difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio urbano, pois que uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma muralha.
DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privada da
Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos. Este processo está diretamente relacionado com
a) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.   
b) a migração de camponeses e artesãos.   
c) a expansão dos parques industriais e fabris.   
d) o aumento do número de castelos e feudos.   
e) a contenção das epidemias e doenças.   
  
12. No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.
SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. Isto é Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).

Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes
a) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.   
b) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.   
c) manter o distanciamento necessário à sua segurança.   
d) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.   
e) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.   
  

13- O movimento representado na imagem, do início dos anos de 1990, arrebatou milhares de jovens no Brasil. Nesse contexto, a juventude, movida por um forte sentimento cívico,

a) aliou-se aos partidos de oposição e organizou a campanha Diretas Já.   
b) manifestou-se contra a corrupção e pressionou pela aprovação da Lei da Ficha Limpa.   
c) engajou-se nos protestos relâmpago e utilizou a internet para agendar suas manifestações.   
d) espelhou-se no movimento estudantil de 1968 e protagonizou ações revolucionárias armadas.   
e) tornou-se porta-voz da sociedade e influenciou processo de impeachment do então presidente Collor.   
  
14. Embora o Brasil seja signatário de convenções e tratados internacionais contra a tortura e tenha
incorporado em seu ordenamento jurídico uma lei tipificando o crime, ele continua a ocorrer em larga escala. Mesmo que a lei que tipifica a tortura esteja vigente desde 1997, até o ano 2000 não se conhece nenhum caso de condenação de torturadores julgado em última instância, embora tenham sido registrados nesse período centenas de casos, além de numerosos outros presumíveis, mas não registrados.
Disponível em: http://www.dhnet.org.br. Acesso em: 16 jun. 2010 (adaptado).

O texto destaca a questão da tortura no país, apontando que
a) a justiça brasileira, por meio de tratados e leis, tem conseguido inibir e, inclusive, extinguir a prática da tortura.   
b) a existência da lei não basta como garantia de justiça para as vítimas e testemunhas dos casos de tortura.   
c) as denúncias anônimas dificultam a ação da justiça, impedindo que torturadores sejam reconhecidos e identificados pelo crime cometido.   
d) a falta de registro da tortura por parte das autoridades policiais, em razão do desconhecimento da tortura como crime, legitima a impunidade.   
e) a justiça tem esbarrado na precária existência de jurisprudência a respeito da tortura, o que a impede de atuar nesses casos.   
  
15. Os três tipos de poder representam três diversos tipos de motivações: no poder tradicional, o motivo da obediência é a crença na sacralidade da pessoa do soberano; no poder racional, o motivo da obediência deriva da crença na racionalidade do comportamento conforme a lei; no poder carismático, deriva da crença nos dotes extraordinários do chefe.
BOBBIO, N. Estado, Governo, Sociedade: para uma teoria geral da política. São Paulo: Paz e Terra, 1999 (adaptado).

O texto apresenta três tipos de poder que podem ser identificados em momentos históricos distintos. Identifique o período em que a obediência esteve associada predominantemente ao poder carismático:
a) República Federalista Norte-Americana.   
b) República Fascista Italiana no século XX.   
c) Monarquia Teocrática do Egito Antigo.   
d) Monarquia Absoluta Francesa no século XVII.   
e) Monarquia Constitucional Brasileira no século XIX.   
  
16- O café tem origem na região onde hoje se encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consumo se disseminaram a partir da Península Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de Veneza. Quando o café chegou à região europeia, alguns clérigos sugeriram que o produto deveria ser excomungado, por ser obra do diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), contudo, resolveu provar a bebida. Tendo gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma “bebida verdadeiramente cristã”.
THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros e livros, 1998 (adaptado).

A postura dos clérigos e do papa Clemente VIII diante da introdução do café na Europa Ocidental pode ser explicada pela associação dessa bebida ao
a) ateísmo.   
b) judaísmo.   
c) hinduísmo.   
d) islamismo.   
e) protestantismo.   
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:
 [A]

O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.  

Resposta da questão 2:
 [D]

A Constituição de 1824 foi imposta pelo imperador e reflete a elitização política. Seu componente mais importante foi o voto censitário, ou seja, baseado na renda indivíduo. Dessa forma penas aqueles que tivessem renda proveniente da terra – os fazendeiros – ou do comércio (geralmente indivíduos de origem portuguesa) tiveram garantidos o direito político de votar.  

Resposta da questão 3:
 [D]

Uma das afirmações mais tradicionais na História do Brasil, apoiada no senso comum, é de que a Independência foi pacífica, sem derramamento de sangue. Essa ideia esta baseada na participação ativa das elites agrárias no processo de independência como forma de garantir uma ruptura política frente à metrópole, e ao mesmo tempo garantir a preservação da estrutura socioeconômica apoiada no latifúndio e na escravidão.  

Resposta da questão 4:
 [A]

No “sistema cultural” do indígena, a madeira tem uma finalidade bastante específica, ser queimada para aquecer as pessoas nos períodos de frio e, portanto, o índio ancião acredita que para os europeus ela deve ter a mesma serventia. No entanto, portugueses e franceses se utilizavam da madeira para a produção de tintura, que por sua vez era utilizada na manufatura de tecidos, em especial para tingir os tecidos.  

Resposta da questão 5:
 [D]

Segundo o texto, aqueles que chegaram ao poder em 1930 valorizavam a República, porém criticavam suas características políticas e isso pode ser entendido na medida em que o novo grupo que chegou ao poder, o fez exatamente eliminando o grupo de proclamou a República e instituiu um modelo baseado no coronelismo e no voto de cabresto.  

Resposta da questão 6:
 [E]

Durante a Primeira República, também denominada de República Velha, o país manteve sua estrutura agrária tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a escravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura exportadora e de concentração de terras permaneceu e, a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem pobre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os latifundiários se preocupassem em estabelecer controle sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifundiários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder econômico, dada a concentração de terras, poder político local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram normalmente indicados por eles.  

Resposta da questão 7:
 [C]

Apesar de apelido dado “café com leite”, vale a pena lembrar que parte da elite mineira estava ligada à produção de café, enquanto a importância da pecuária leiteira crescia. Os cafeicultores mineiros tinham maiores vínculos com os paulistas, enquanto que os pecuaristas, que produziam para o mercado interno, possuíam maiores contradições. Além disso, a aliança procurava garantir o controle sobre a Presidência da República e necessitava do apoio das oligarquias estaduais – e, portanto dos coronéis – para que tivessem o apoio do Congresso Nacional.  

Resposta da questão 8:
 [E]

Aglutinando os principais sindicatos do Brasil, a CGT reunia setores do trabalhismo tradicional, de origem varguista e grupos de esquerda, com influência significativa sobre os trabalhadores. Ao defender a extinção do latifúndio e o controle sobre os lucros das empresas estrangeiros instaladas no Brasil, a entidade procurava limitar a propriedade privada.  

Resposta da questão 9:
 [A]

Para os setores mais conservadores da sociedade, os grupos de esquerda e suas entidades, assim como a ideia de “conscientizar os trabalhadores” representavam uma ameaça ao país e suas instituições. A situação descrita no inicio dos anos 60 demonstra a polarização política existente e uma situação de crise, principalmente durante o governo de João Goulart, derrubado pelas forças conservadoras em 1964.  

Resposta da questão 10:
 [B]

A expressão renascentista nos remete à Idade Moderna, momento em que uma nova visão de mundo se desenvolveu ao mesmo tempo em que a burguesia e o comércio estavam em expansão. A cultura renascentista resgatava valores greco-romanos em contraposição a visão medieval ainda predominante na sociedade e, dessa maneira, revalorizou a razão, estimulando a reflexão e o senso crítico, com novas descobertas científicas, assim como uma nova arte, que refletia não apenas a adoção de novas técnicas, mas a valorização do ser humano e de sua vida cotidiana.  

Resposta da questão 11:
 [A]

O final da Idade Média é caracterizado por um processo de transformações socioeconômicas que envolveram as cidades. Se durante a Alta Idade Média a cidade manteve-se isolada, durante a Baixa Idade Média ela tendeu a crescer, impulsionada por maior circulação de mercadorias provenientes do oriente. O Renascimento, comercial e urbano, possibilitaram o surgimento da burguesia e das raízes do processo de acumulação de capitais.  

Resposta da questão 12:
 [E]

O texto faz referência aos movimentos que foram denominados de “Primavera Árabe”, que atingiram diversos países e produziram, em 2011, efeitos significativos na Tunísia, Egito e Líbia, com a derrubada de regimes ditatoriais que governavam esses países há décadas. As primeiras manifestações foram protagonizadas por jovens nas grandes cidades e a internet serviu de elemento propagador, mesmo porque partidos de oposição e associações civis, como os sindicatos, eram proibidos. No entanto vale lembrar que a continuidade e expansão desse movimento das várias camadas sociais, atingindo diversas regiões desses países demonstram que as condições econômicas foram determinantes.  

Resposta da questão 13:
 [E]

A Campanha das “Diretas Já” ocorreu entre 1893/84, quando do final da ditadura militar e a expectativa de eleger diretamente o Presidente da República. A imagem e o texto se referem às mobilizações populares pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello em 1992, sob fortes suspeitas de corrupção. O “Fora Collor” reuniu principalmente jovens, estudantes, denominados de “caras pintadas” – devido às pinturas do rosto com tintura preta - mas mobilizou toda a sociedade brasileira.  

Resposta da questão 14:
 [B]

O texto deixa claro que, apesar da existência de leis e tratados, o Brasil não consegue colocar em prática uma política de punição para aqueles que estão envolvidos em casos de tortura.  

Resposta da questão 15:
 [B]

Nos Estados fascistas – particularmente italiano e alemão – assim como nos modelos populistas latino-americanos, a figura de líder destaca-se e assume um papel preponderante em relação a outros aspectos da organização da vida política, como instituições, partidos ou sindicatos. A supervalorização de um indivíduo normalmente apoia-se no carisma pessoal do mesmo.  

Resposta da questão 16:
 [D]

Se a bebida tem origem árabe e se desenvolveu no interior da África, onde muitos povos já eram islamizados, temos as justificativas para a ação o Papa.  


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