quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Feudalismo


          Com a decadência do Império Romano do Ocidente, muitas pessoas começaram a se deslocar das cidades para o campo. Esse processo de ruralização deveu-se a insegurança das cidades, a alta do custo de vida, ao desemprego, a fome, entre outros fatores.
            A Europa Ocidental, entre os séculos V e IX, viu nascer uma nova organização política, econômica, social e cultural baseada na posse da terra, ou feudo.
            De acordo com a Igreja Católica, havia uma ordem divina, que dividia a sociedade em clero (oratores – o que rezam), em nobres (bellatores – os que guerreiam) e em servos (laboratores – os que trabalham).
            A terra no feudo era dividida em três partes: o manso senhorial, área exclusiva do nobre; o manso servil, área cultivada pelo servo; e o manso comunal, terra comum ao servo e ao nobre.
            Os servos possuíam várias obrigações, tais como a corveia (trabalhar, em média, três dias da semana no manso senhorial), talha (entrega de parte da produção e criação do manso servil), banalidades (taxas pelo uso de instrumentos de trabalho) e mão-morta (taxa paga pela família após a morte do servo para continuar na terra).
            Na Idade Média o poder político era descentralizado, pois o poder estava distribuído entre os senhores feudais.
            O suserano era o que doava a terra, enquanto o vassalo era o que recebia a terra. Sob juramento, o vassalo se comprometia a prestar ajuda militar quando o suserano solicitasse.
         A Igreja Católica era dominante e possuía forte influência sobre a vida das pessoas. Havia o clero secular (membros que viviam no mundo) e clero regular (os que se isolavam do mundo). Também havia o alto clero (membros mais ricos) e baixo clero (membros mais pobres).

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